sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Mãe

"Eu me via ali estirado no chão, sem poder me mecher, mas eu não me importava com a dor física que eu estava sentindo, naquele momento eu só tinha uma coisa que me mantia vivo, você. O seu desespero estava claro em seu rosto, você tentava desesperadamente estancar o meu sangue, mas no meu coração eu sabia que seria a última vez que veria você MÃE. Minha mãe, a mulher que me colocou no mundo, a mulher que se sacrificou para me criar, a mulher que eu mais amo nessa vida, você foi capaz de me amar como nenhum outro ser humano foi capaz, quando eu entrei nesse mundão você foi a única que não me deu as costas, amigos, eles foram os primeiros a se afastar, mas a senhora mãe sempre tentava me alertar que o fim de quem entra nessa vida era o pior de todos, e hoje sangrando nesse chão gélido o arrependimento bateu de uma forma tão bruta, me bateu da forma mais cruel possível, me bateu com a suas lágrimas, seu desespero, seu olhar de dor. Mãe, palavra forte ne mas é essa palavra que fez um monte de moleque virar homem, e eu mãe não fui homem suficiente para te dar uma vida melhor, para te dar uma vida de rainha, a unica coisa que eu te dei mae foi dor de cabeça, noites sem dormir se preocupando comigo. Engraçado que quando eles dizem que quando você está morrendo a sua vida passa como um flash, eu via a senhora sorrindo com os meus primeiros passos, a senhora se enchendo de orgulho com a minha primeira nota dez. E hoje eu toqui atirado no chão com a senhora em lagrimas em cima de mim. Derrepende tudo começou a ficar preto e a unica coisa que saiu da minha boca foi "eu te amo mãe"."

                              Ana Julia Corcino

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